Acontece > Notícias


Encontro Cooperjovem no Rio fortalece o programa e desperta nos professores o desejo de continuar com as práticas cooperativas

24 de Outubro de 2017
Instituto Sicoob

Na última sexta-feira, dia 20, o Instituto Sicoob realizou pela primeira vez no Rio de Janeiro o Encontro de Professores do Cooperjovem. Mais de 120 professores dos municípios de Mendes, Maricá, Vassouras, Bom Jesus do Itabapoana e Campos dos Goytacazes, se reuniram interessados em difundir a cultura cooperativista e promover o desenvolvimento educacional.

O evento foi tomado pela harmonia de ideias que estimulassem a vivência de valores como cooperação, voluntariado, solidariedade e responsabilidade social. A alegria em poder compartilhar os resultados já alcançados foi visível em cada apresentação dos projetos de educação cooperativa que vêm sendo realizados pelos professores do programa em suas escolas.

As muitas falas ao longo do dia de evento comprovavam o empenho dos envolvidos em poder contribuir com a inovação através de ações educativas e transformadoras. O compartilhamento das experiências pontuais comoveu e motivou cada um dos presentes, fazendo com que a reflexão sobre práticas educacionais dos colegas remetessem ao seu dia a dia nas escolas, gerando assim um constante intercâmbio de ideias.

Para demonstrar que as ações vêm sendo efetivas e que o trabalho do Cooperjovem repercute na realidade de toda a comunidade escolar, a professora Patrícia Fiúza, de Campos dos Goytacazes, comentou sobre a intenção de, ao longo do ano, transpor o espaço da sala de aula: “Começamos no aperfeiçoamento dos professores e, com os alunos, faremos, ao longo do ano, cursos e palestras para pais e alunos".

A diretora operacional do Sicoob Central Rio, Nábia Jorge,  exaltou a primeira realização do programa Cooperjovem  no Rio de Janeiro. “O Cooperjovem aqui no Rio é um sonho realizado através de muito engajamento, dedicação e trabalho. Temos 4.600 alunos impactados diretamente com o projeto e 41 escolas envolvidas no programa”.

A chegada do Encontro Cooperjovem ao Rio de Janeiro, repercute como mais uma ação que endossa o papel do Instituto Sicoob em contribuir para o desenvolvimento local, enfatizando o lado humano, com equilíbrio social e econômico. Neste sentido, Emanuelle Moraes, Gerente do Instituto, lembrou do percurso que vem sendo trilhado: “Esse é um momento de grande emoção para o Instituto Sicoob. Começamos com cinco escolas somente. Atualmente, atendemos 300 escolas e 29 mil alunos, jovens, são contemplados com o Cooperjovem no Paraná, Pará, Amapá e Rio de Janeiro” .

O trajeto percorrido pelo Instituto é cercado de intervenções modernas e arrojadas, acompanhado de experiências pessoais de indivíduos engajados em causas transformadoras, buscando sempre benefícios a comunidade em que está inserido, cumprindo com o sétimo princípio do cooperativismo, o interesse pela comunidade. Este ideal, pôde ser visto na fala da secretária de Educação e Cultura do Município de Mendes, Leandra Miranda de Castro, quando esta declarou na abertura do encontro:  “Pessoas transformam o mundo, então eu vou atrás de pessoas que correm atrás desse sonho. Agradeço pelo Instituto Sicoob ter um olhar tão carinhoso com a educação em nosso país. Acredito que podemos transformar vidas”.

Este pensamento foi complementado pela fala da Coordenadora de Promoção Social do Sescoop/RJ, Cristiane Quaresma, que diz ver, nos professores, um novo olhar para os educandos, para a comunidade. “Temos que nos unir com quem acredita na educação. Frisando que o Cooperjovem é um sonho colocado em prática no Rio de Janeiro.

Este sonho colocado em prática, o primeiro Encontro do Cooperjovem no Rio de Janeiro, contou com um dia inteiro de atividades mediadas pela analista de projetos do Instituto Sicoob Rio, Silvana Lemos. As ações foram dividias ao longo do dia, contando com uma mesa de debate, um painel e uma palestra, além de dezoito apresentações de iniciativas cooperativas que foram realizadas nas escolas participantes.

A mesa de debates do Encontro contou com a participação da mestra em História Social Marcia Padilha que desenvolve processos formativos para docentes tendo como base a tecnologia, criatividade, autoria e co-criação; e com o doutor em educação Rafael Parente, também CEO da startup de educação Aondê / Conecturma.

Ambos trouxeram apresentações sobre inovação, cooperação e a capacidade de mudança interpessoal. Márcia Padilha exaltou a inovação que é o projeto Cooperjovem, e quanto ele impulsiona a capacidade de mudança nas pessoas. Para Padilha, inovação não deve ser definida como a substituição do velho pelo novo, demonstrando que o cooperativismo dentro do capitalismo é uma novidade.

Rafael Parente lembrou ainda que os professores e educadores já inovam antes da tecnologia. Segundo ele, os jovens já estão vivendo no mundo digital, mas é preciso ser crítico quanto a essa utilização também. “As escolas têm uma visão, uma narrativa e um plano claro, direto, co-criado, inspirador e compartilhado para toda a comunidade escolar”.

As apresentações dos Projetos de Educação Cooperativa foram marcadas pelo olhar atento de todos os envolvidos, que com olhar crítico, repensaram suas ações a luz das exposições de seus colegas. Os avanços junto à comunidade escolar foram visíveis e mesmo com o curto espaço de tempo do estabelecimento das ações, alguns resultados já foram apresentados, demonstrando em tom vitorioso a efetivação e sucesso dos projetos.

O painel “Inovar, como?” apresentado pelo educador Tião Rocha, fez com que todos questionassem sobre o conceito de inovação. Através de exemplos de suas vivências próprias, Tião não só emocionou a plateia, mas levou todos a refletir sobre o poder transformador que há dentro de cada um, sabendo que a mudança só depende de nós. Sua fala elucida a necessidade urgente de novas práticas: “Onde estão os bons educadores? Nós precisamos formar bons educadores. Temos que buscar o que não foi feito ainda”.

Por fim, Claudio Thebas, educador, escritor, palhaço e publicitário, ainda emocionado com tudo o que foi vivenciado até então, apresentou o “Sacoletras - uma palestra-espetáculo” que fez os professores e convidados pensarem ainda mais sobre as questões essenciais nos relacionamentos, como a construção da sensação do pertencimento, da confiança e da escuta. Através de atividades em grupo, fez com que todos se movimentassem em coletivo, priorizando a ajuda mútua, sabendo que, segundo ele próprio:  “Brincar, escutar o outro, promove um estado profundo de conexão entre as pessoas. Em vez de substituir o outro, posso compreendê-lo. A hospitalidade é a melhor forma de escutar o próximo”.


Fotos















































































































VOLTAR